A quem Pertence? – Um conto ZEN sobre o domínio de si

A quem Pertence – Um conto ZEN sobre o domínio de si

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A quem Pertence é um conto ZEN sobre o domínio de si, que conta a história desse grande samurai que vivia perto de Tóquio.

Este samurai, já era idoso mas se dedicava a ensinar ZEN aos jovens, e apesar da sua idade, segundo a lenda, este ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

A quem Pertence? – Um conto ZEN sobre o domínio de si
Desafiando o Samurai

 Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

 No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

 Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

 – Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

 – A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

 – O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, estes, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

 A sua paz interior depende exclusivamente de você.

E as pessoas não podem lhe tirar a calma, a não ser que você permita!

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Portanto existe um espaço que diferencia a ação da reação. Reagimos quando nossa resposta se dá por impulso, sem reflexão sem crítica, quando não reconhecemos a emoção surgir, quando não somos íntimos de nossas emoções.

Toda a proposta da meditação, gira entorno da ideia de conhecer e se tornar íntimo dos seus processos internos, da emoção e do pensar. Quanto mais íntimo, mais espaço entre emoção e comportamento, e quanto mais espaço se tem, menos reativo se é, o que nos da a possibilidade de escolhermos respostas melhores às situações da vida. Quando escolhemos, e pomos em pratica o comportamento, saímos do automático, e a isso se chama “ação” ao invés de “reação”.

A meditação descortina e corrói as arestas do mundo ao nosso redor, e quando através desta nos tornamos íntimos das emoções, aprendemos a sua verdadeira natureza, que é a de algo fulgás e impermanente.

Você pode ver o arco íris pintar o céu ou as nuvens esconderem o sol, mesmo assim, nada disso é o céu, são apenas condições passageiras.

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